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Roteiros, retornos: leituras de Tristes trópicos

Apresentação

Nos dias 14 e 15 de outubro de 2021 foram realizadas no seminário de romanística da Universidade de Zurique duas jornadas de leitura de Tristes trópicos. Torsten Jenkel e eu havíamos proposto uma leitura coletiva de um único livro de Claude Lévi-Strauss. Esse foi o nosso ponto de entrada que foi se multiplicando na medida em que íamos montando o programa. Foi ainda no respectivo semestre de outono em que dediquei um seminário cujo programa consistia na leitura integral do livro em questão. Isso implica que os convidados e estudantes entraram em contato antes, uns com os outros, através de leituras e discussões. Participaram Pedro Cesarino, Mareile Flitsch, Vicent Debaene, Marcelo Sánchez, Luisa Valentini, André Masseno e Lívia Melzi, autores que puderam ressituar suas apresentações com textos desenvolvidos para compor este dossiê da Revista Rosa. Ainda há de mencionar que o encontro teve as participações de Patrice Maniglier, Joaquin Barriendos, João Cesar Castro da Rocha e Célia Tupinambá. O artista Denilson Baniwa fez um conjunto de capas especialmente para a publicação. Foram muitas pessoas e instituições envolvidas. Alguns nomes foram essenciais e merecem um grande agradecimento: Marco Losavio e Laura Falletta, mestrandos bem empenhados antes, durante e depois das jornadas. O Centro Latino-Americano da Universidade de Zurique que, associado à cátedra de estudos brasileiros (2016–2023), forneceu o apoio para a vida de alguns participantes. E, last but not least, Thomas Klinkert, Marisa Gago Iglesias, María Ordoñez, Elena Rosauro, que tiveram uma presença-chave em momentos importantes do seminário, além de Anita Holdener, do departamento de pesquisa e ensino no contexto digital. A Revista Rosa não apenas acolheu o projeto, mas deu-lhe uma forma de difusão que nos incita a novas leituras. Os tradutores dos ensaios, Daniel Lühmann, Luís Guilherme Vieira Allegro e Marcelo Coelho integraram muito bem a comunidade de leitura e também ampliamos a eles nossos agradecimentos. Tristes trópicos é uma obra inesgotável e cada época proporciona abordagens múltiplas. Esperamos que esse caráter aberto se mantenha ao longo das leituras aqui propostas.